Entrada
Um botão, um sensor de luz, um potenciômetro, um gesto.
Como funciona
Todo o kit cabe nessa cadeia de três partes. Entender uma vez é entender todas as atividades — é o mesmo padrão que existe numa porta de shopping, num elevador e num semáforo.
A cadeia
A criança monta a cadeia, troca uma das pontas e observa o que muda. É essa troca que ensina — não a montagem.
Um botão, um sensor de luz, um potenciômetro, um gesto.
O módulo já sabe o que fazer com o que recebeu. Sem código escrito.
Um LED acende, um motor gira, um servo levanta, um som toca.
Input
O módulo de entrada é onde a criança age. Ele não interpreta nada sozinho — só transforma o que aconteceu no mundo em um sinal que o resto do kit entende.
Processor
Dentro do módulo há um microcontrolador com o comportamento já gravado. É aqui que moraria o código — e é exatamente por isso que a criança não precisa escrevê-lo para começar. Ela vê o que ele faz antes de precisar saber o que ele é.
Output
A saída é a parte que convence. Não é uma animação numa tela: é uma coisa física que acende, gira ou faz barulho em cima da mesa, a trinta centímetros do rosto da criança.
Conexões
Os módulos se conectam uns nos outros diretamente, sem placa central para configurar e sem fiação solta para montar. A furação é compatível com as peças de encaixe mais comuns nas escolas, então o kit conversa com o material que já está na sala.
O ciclo da aula
Quatro passos que se repetem em toda atividade. O quarto é o que separa uma aula de robótica de uma tarde de montagem.
Escolha uma entrada.
Botão, sensor de luz, potenciômetro, gesto.
Ligue os módulos.
Sem programação e sem uma bancada cheia de fios.
Altere a combinação.
Troque a entrada, mude a saída, teste de novo.
Observe o que aconteceu.
“Por que funcionou?” “E se eu mudar isso?”
Exemplos
Os mesmos três blocos, combinados de jeitos diferentes, viram desafios com objetivo pedagógico próprio.
Três luzes que acendem na ordem certa, cada uma no seu tempo. A criança descobre que a ordem importa — e que o tempo também.
Tampe o sensor com a mão e a luz acende sozinha. É a primeira vez que a criança vê a máquina decidir alguma coisa.
Gire o potenciômetro e o motor acompanha. Devagar, rápido, parado. O controle está na mão da criança.
Os protótipos estão rodando com escolas ao longo de 2026. Dá para agendar uma demonstração e ver os módulos na mão das crianças.